Ou pequenas genialidades nas letras de Itamar Assumpção
O novo não me choca mais
Nada de novo sob o sol
O que existe é o mesmo ovo de sempre
Chocando o mesmo novo
(Prezadíssimos Ouvintes)
Já tive muitos critérios
Hoje só vários delírios
(Ideia Fixa)
Nada pode tudo na vida.
Por que toda estrela pisca no céu
E o cometa risca?
Por que você não se arrisca, meu bem
E vem, belisca e petisca?
Por que teu beijo faísca?
(Navalha na Liga)
São três horas da manhã já do outro dia
Eu pensando no futuro enquanto você dormia
Se eu morresse amanhã qual que será qual que seria
Da minha mãe meus irmãos
Minha mulher, minhas filhas
Minhas músicas, minhas lindas orquídeas
Sono que é bom eu não tinha
Mas tinha bastante dúvidas
Espinhos grilos conflitos confrontos e suicidas
Porque será que da morte
Não há caminho que torne?
Enquanto eu pensava nisso ocorreu-me o seguinte
Que eu poderia viver oitocentos milhões de anos
Neste planeta na gandaia e na folia
Louco de tanta alegria
Totalmente à revelia
(Totalmente à Revelia)
Não adianta vir arreganhando os dentes para mim
Porque sei que isso não é um sorriso
Entre o sim e o não existe um vão
Não sei se gosto de mim
Não sei se gosto de você
Mas gosto de nós
(Chavão Abre Porta Grande)
Eu andava certa noite dia 13, sexta
Triste sozinho desnorteado perdido, cabreiro, besta
Resolvi sair por aí chutando pedras
Contando estrelas, cometas
Por dentro mil pensamentos
Perguntas do tipo
Que vida é essa?
Uma voz dentro da noite
Respondeu-me como assombração
Isso é tudo que te resta
Eu disse: até amanhã
Tenho muitos compromissos
De madrugada vou fazer um curso de dança
A voz falou (?)
Você vai mas você volta
Um disco voador
De mim se aproximou
De dentro dele uma voz
Aconselhou-me
Sabe o que você faz?
Pergunta pra essa outra voz
Que parece assombração, o seguinte:
E o quico?
E o quico tenho com isso? (E o Quico)